23 de julho de 2013

Cuidado com os lobos à espreita




Lobos e cordeiros são animais de naturezas completamente opostas. O primeiro é feroz, agressivo e carnívoro. O segundo tem natureza tranquila, pacata e é afeito ao pasto. Não se pode colocá-los, juntos, num mesmo cercado. O resultado será desastroso para o dono do rebanho.
É assim na vida e também na política. Homens e instituições de naturezas opostas não podem se misturar. O dono do banco não pode ser ao mesmo tempo ministro da Fazenda; assim como o megaempresário jamais deve ser íntimo do chefe da Receita Federal. Enfim, quem é fiscalizado não pode ser ao mesmo tempo fiscalizador. Se isso ocorre, trata-se de um contrassenso de alto risco.
Imaginem as consequências pelas possibilidades inauguradas: de propriedade de informações vantajosas, o fiscalizado em cargo estratégico, pode influenciar em investigações, comprometer resultados, enfraquecer e tirar a credibilidade da instituição que poderia lhe atrapalhar a vida e os ganhos. Sairia no lucro, sem deixar nada em troca.
Essa reflexão vale para o momento atual, no qual estamos a um passo de definir os rumos do Conselho Regional de Medicina do Estado de Rondônia (Cremero). É importante avaliar muito bem antes de atribuir o seu voto a esta ou aquela chapa, pois essa escolha pode trazer sérias implicações para o futuro de nossa entidade e de sua atuação no Estado.
A Lei 3268, promulgada em 1957, estabelece os conselhos de medicina como “órgãos supervisores da ética profissional em toda a República e ao mesmo tempo, julgadores e disciplinadores da classe médica, cabendo-lhes zelar e trabalhar por todos os meios ao seu alcance, pelo perfeito desempenho ético da medicina e pelo prestígio e bom conceito da profissão e dos que a exerçam legalmente”.
Ora, essa missão legal pressupõe idoneidade absoluta dos seus membros. A presença de pessoas com vínculos externos reconhecidos deve ser levada em consideração pelos eleitores, pois pode ser um fator de influência nos encaminhamentos tomados junto aos diferentes segmentos da sociedade.
Os Conselhos de Medicina devem espelhar a independência e a autonomia de cada um de seus conselheiros. Estes homens e mulheres devem estar livres para tomar decisões em prol da qualidade da assistência e em defesa do bom exercício profissional, demonstrando que seu compromisso não tem nada de privado, mas é público.
O Cremero não pode ser diferente: deve continuar expressando – pela vontade de seus membros – as críticas e os elogios que se fizerem necessários, sem qualquer interesse outro envolvido, seja ele empresarial, financeiro, partidário, político ou ideológico. Somente assim, poderá se manter como tem sido nos últimos anos: uma instância ativa, capaz de fiscalizar e denunciar irregularidades, contrariando os humores de determinados segmentos.
Aceitar membros que compactuem com outros interesses é submeter o Cremero ao comando externo. Essa mescla compromete o bom funcionamento da entidade, tornando-a uma extensão daquilo que deveria monitorar. Certamente, o médico de Rondônia não quer isso, pois reconhece a implicação ética desse envolvimento.
Conclamo os nossos pares, indivíduos notadamente idôneos, a explicitarem nos próximos dias – com o voto – seu desejo de proteger a honra e da independência do Conselho, assim como livre exercício legal dos direitos dos médicos. Conforme prevê a Lei 3268, é nossa missão “promover, por todos os meios e o seu alcance, o perfeito desempenho técnico e moral da medicina e o prestígio e bom conceito da medicina, da profissão e dos que a exerçam”.

Com esse gesto, manteremos os lobos distantes dos cordeiros, tornaremos nosso rebanho mais unido, mais forte e, apesar de sermos pacíficos e ordeiros, capazes de fazer face à agressividade e à violência daqueles que tem compromisso apenas consigo mesmos ou com os poderosos de plantão. 

José Hiram Gallo – diretor tesoureiro do CFM

13 de julho de 2013

ELEIÇÕES DO CRM DE RONDÔNIA: NOSSAS PROPOSTAS

NOSSAS PROPOSTAS

Proposta 1: Ampliar a abrangência de atuação através da criação de novas delegacias em cidades polos. 

Proposta 2: Expandir o Programa de Educação Médica nos demais municípios do estado através de cursos de urgências e emergências médicas.

Proposta 3: Incrementar a implantação das Comissões de Ética e de direções clínicas com a efetiva capacitação destes médicos para o desenvolvimento das funções referidas.

Proposta 4: Manter a representatividade do CREMERO na mesa diretora do Conselho Federal de Medicina.

Proposta 5: Ampliar os fóruns de debates sobre:
a. Ensino médico;
b. Humanização da medicina;
c. Segurança médico/paciente;
d. Abordagem ao paciente em fase terminal.

Proposta 6: Envolver as entidades constituídas como MP e TJ nos Fóruns de debates sobre Direito médico e judicialização da medicina, buscando maior sensibilidade e sensatez através da ampliação de conhecimento.

Proposta 7: Criação de Comissão para discussão e defesa no âmbito estadual e federal de Grandes Desafios Nacionais:
a. Carreira de Médico estadual e federal;
b. Ato Médico;
c. Importação de profissionais médicos de outros países sem a devida revalidação do seu diploma médico (REVALIDA).

Proposta 8: Implementar a parceria com as instituições de Ensino médico de nosso Estado através da promoção de Julgamentos Simulados para acadêmicos de medicina, residentes e preceptores.

Proposta 9: Incrementar cursos de qualificação com temas humanitários como: Humanidades Médicas, Terminalidade de vida, Morte, dentre outros destinados a médicos e estudantes de medicina.

Proposta 10: Manter a parceria com a Residência Médica Estadual, oferecendo anualmente o Curso de Ética Médica para novos Residentes.

Proposta 11: Fomentar Parcerias com as Instituições estaduais afins para a proteção da sociedade e em defesa de uma boa medicina (Ministério Público, OAB, Tribunal de Contas, Tribunal de Justiça).

12.Fiscalizar de forma contínua e independente de quaisquer amarras as Unidades de Saúde públicas e privadas com o intuito de garantir condições de trabalho ao profissional médico.

Proposta 13: Criar parceria com as instituições estaduais formadoras de médicos no sentido de participar na discussão da programação do curso de ética médica da grade curricular das mesmas.

Proposta 14: Criar a Câmara Técnica do Jovem Médico.

Proposta 15: Intensificar a parceria com as demais instituições representativas da classe médica do Estado (SIMERO e ASSOCIAÇÃO MÉDICA), respeitando suas atribuições, para a defesa plena da classe médica.

Proposta 16: Incrementar as ações itinerantes, proporcionando aos colegas médicos maior interação com seu conselho, através de reuniões com a classe médica do município, fiscalizações, reuniões com autoridades municipais constituídas.

Proposta 17: Ampliar as ações de cobrança junto ao MP e Justiça através da Parceria com a OAB.

Proposta 18: Defender a sociedade rondoniense de toda e qualquer ilegalidade ou irregularidade cometida por qualquer pessoa ou entidade no âmbito do atendimento médico à saúde.

Proposta 19: Garantir ao médico o direito de defesa plena tanto a nível administrativo sigiloso, quanto diante da sociedade através dos desagravos públicos.

Proposta 20: Ampliar os canais de comunicação com os médicos e futuros médicos.

Proposta 21: Combater a abertura de escolas médicas sem qualidade.

ELEIÇÕES CRM DE RONDÔNIA


NO DIA 05 DE AGOSTO DE 2013 vote na CHAPA 1 para o CRM. Conheça os membros da Chapa e faça a escolha certa ÉTICA, TRABALHO E RENOVAÇÃO.https://www.facebook.com/Chapa1Cremero?fref=ts
A votação começa às 08h00 e vai até às 20h00. Forma de votação: Mista
Médicos residentes em Porto Velho: VOTO PRESENCIAL, na sede do CRM-RO (Avenida Dos Imigrantes, 3414, Liberdade, Porto Velho-RO).
Médicos residentes no INTERIOR: VOTO POR CORRESPONDÊNCIA (o material de voto será encaminhado por correio no mês de julho/2013).
VOTE CONSCIENTE: CHAPA 1 ÉTICA, TRABALHO E RENOVAÇÃO.

11 de julho de 2013

AS PROPOSTAS INÓCUAS, ELEITOREIRAS E DITATORIAIS DO GOVERNO


Há anos os médicos, por meio de suas entidades representativas, têm pedido ao Governo medidas para melhorar a assistência em saúde da população. Inclusive, têm apresentado propostas concretas, como a criação de uma carreira de Estado para os profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS), a qual, se coloca em prática, garantia condições de trabalho para médicos e enfermeiros, além de assegurar ao paciente acesso à serviços de saúde equipados e adequados para melhor atende-lo. Contudo, essa iniciativa positiva que depende apenas de vontade política nunca saiu do papel.
No entanto, às vésperas das eleições de 2014, o Ministério da Saúde saca da cartola uma solução mirabolante do bolso. O Programa Mais Médicos – parido durante a Marcha dos Prefeitos, em Brasília – embrulha num mesmo pacote uma coleção de ações e medidas que, juntas, não resolvem os problemas atualmente enfrentados e tratam com indiferença o apelo da população que foi às ruas exigir atenção do Governo em áreas como saúde, educação e transporte.
Diante do retrato pintado por meio da MP 621, as entidades mantém sua posição crítica, a qual deverá ser materializada em inúmeras ações concretas. O questionamento jurídico da iniciativa do Governo Federal - o qual contraria a Constituição ao estipular cidadãos de segunda categoria, atendidos por pessoas cuja formação profissional suscita dúvidas, com respeito a sua qualidade técnica e ética – é um destes instrumentos a ser empregado. Outros ainda estão em análise.
Note-se que ao reagir, as entidades médicas, assim como outros setores da sociedade insatisfeitos e surpreendidos com o anúncio feito, fazem um alerta severo à Presidência da República e ao Ministério da Saúde. A insistência na adoção da importação de médicos estrangeiros sem passar pela revalidação dos diplomas e na ampliação irresponsável dos cursos de medicina em dois anos implica em assumir total responsabilidade pelas suas consequências. O Governo deveria evitar a pauta imediatista e apostar no compromisso político de colocar o SUS em funcionamento efetivo. É isso que a Nação espera.
Ora, pagar a passagem do médico estrangeiro para vir ao Brasil com dinheiro público para em 15 dias aprender a falar português e, de quebra, aprender os meandros do SUS não pode ser uma proposta séria do governo. Falta base técnica e lógica para a proposta. Ao oferecer o produto dessa formação capenga para atender os brasileiros carentes, as autoridades contrariam a Constituição e estipulam o cargo de cidadão de segunda categoria. Para que mora no Rio de Janeiro ou em São Paulo, o melhor; para o interior do Norte e do Nordeste, um remendo, um paliativo.
Outro ponto questionável da medida se refere à ampliação do tempo de formação nos cursos de Medicina em dois anos. Trata-se de uma manobra, que favorece a exploração de mão de obra. Não se pode esquecer que os estudantes já realizam estágios nas últimas etapas de sua graduação e depois passam de três a cinco anos em cursos de residência médica, geralmente em unidades vinculadas ao SUS. Além, o país conhece os maus resultados colhidos atualmente nas residências médicas. Se o Governo não consegue mantê-las em bom funcionamento, alguém acredita que este plano sairá do papel?
Também não se pode ignorar que o formato de contratação de médicos - sem garantias trabalhistas expressas, com contratos precários e com uma remuneração não compatível com a responsabilidade e exclusividade – são pontos que merecem críticas. Em lugar desse caminho, o Governo deveria ter criado uma carreira de Estado para o médico, dando-lhe as condições estruturais para exercer seu papel e o estimulo profissional necessário para migrar e se fixar no interior e na periferia dos grandes centros.
O Governo precisa respeitar a população e garantir a sua segurança. Todos sofrem com a falta de assistência no interior do Brasil. Hoje, os médicos que trabalham no interior são heróis, pois faltam remédios, macas, laboratórios, pias e até teto nos postos de atendimento. O Governo fala que o Brasil tem faltam médicos, mas na verdade a falta é de condições de trabalho e de atendimento.

Finalmente, é pertinente salientar: a saúde é um direito de todos e um dever do Estado. É o que diz a Constituição. Cabe aos gestores assumir sua responsabilidade e oferecer instalações e profissionais bem formados, transformando a regra legal numa verdade cotidiana. O grito dos médicos em defesa dessa premissa, ao contrário do que dizem alguns, não tem pecha corporativista ou o interesse de fazer reserva de mercado. O que os médicos brasileiros querem e exigem é saúde de qualidade para todos. É isso que o povo quer e merece.
 José Hiran da Silva Gallo

25 de junho de 2013

Fórum de Cooperativismo discute valorização do trabalho médico

Membros da mesa de abertura do VI Fórum Nacional de Cooperativismo Médico
Membros da mesa de abertura do VI Fórum Nacional de Cooperativismo Médico


Teve início na manhã desta terça-feira (25) o VI Fórum Nacional de Cooperativismo Médico, promovido pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) em parceria com a Federação Nacional dos Médicos (Fenam). Na mesa de abertura, o tesoureiro do CFM e coordenador da Comissão de Cooperativismo Médico, José Hiran Gallo, destacou a importância do sistema cooperativista para a valorização do trabalho médico e alertou para os desafios econômicos do sistema a partir da aquisição excessiva de órteses, próteses e material especial (OPME) – centro dos debates neste primeiro dia do evento.
“O cooperativismo é uma das saídas para o resgate da dignidade do profissional e permite a melhoria na composição de honorários para os médicos. No entanto, precisamos repensar esse desequilíbrio que, muitas vezes, existe entre a receita destinada à aquisição de OPMEs e custeio de hospitais, por exemplo, e aquela destinada aos médicos”, ponderou o coordenador.

O presidente do CFM ressaltou a seriedade do evento na busca conjunta pela valorização do trabalho médico. “Precisamos discutir, discordar, mas principalmente propor soluções práticas para garantir que este sistema continue amparado no princípio da solidariedade, representando um espaço de exercício da profissão médica permeado pela consciência ética e pelos valores humanitários”, afirmou.
 A abertura do encontro também contou com a presença de lideranças médicas, como o presidente do CFM, Roberto d’Ávila, o 1º vice-presidente do CFM, Carlos Vital Corrêa Lima, e o presidente da Fenam, Geraldo Ferreira Filho. Também participaram da abertura o presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), André Longo, o representante da Unimed Brasil, José Abel Ximenes, além do senador Valdir Raupp de Matos (PMDB/RO) e do presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras da Paraíba (OCB/PB), André Pacelli Viana.
Cerca de 100 pessoas participam do primeiro dia de evento
Cerca de 100 pessoas participam do primeiro dia de evento
Pela manhã, foi realizada uma conferência com o tema “regulação econômica do mercado em OPME”, promovida pelo chefe do Núcleo de Assessoramento em Regulação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Bruno Cesar de Abreu. Na sequência, foi discutido o “impacto da OPME e medicamentos de alto custo assistencial e honorários médicos”. A discussão teve a participação de representantes das Unimeds Brasil, Campinas (SP) e Belo Horizonte (MG) e das sociedades brasileiras de neurocirurgia e de cirurgia cardiovascular.

Ainda nesta terça-feira, será discutida “a normatização e regulação em OPME”. O encontro continuará na quarta-feira (26), com discussões sobre o “cooperativismo de trabalho e o SUS”, a “incidência tributária nas cooperativas e pessoa Jurídica”, encerrando com um painel que abordará o tema “honorários médicos na Saúde Suplementar”. 
Confira abaixo a programação:
Dia 25/06 – Terça-feira
08h30– CREDENCIAMENTO
9h– ABERTURA
  • Roberto Luiz d’Avila – Presidente do CFM
  • Geraldo Ferreira Filho – Presidente da Fenam
  • Eudes de Freitas Aquino – Presidente da Unimed do Brasil
  • José Hiran da Silva Gallo – Diretor Tesoureiro do CFM
  • Deputada Federal Marinha Célia Rocha Raupp de Matos – PMDB/RO
  • André Longo de Araújo - Diretor-presidente da ANS
  • Márcio Lopes de Freitas - Presidente da OCB
  • José Abel Ximenes – Assessor da Diretoria Executiva da Unimed do Brasil
  • Senador Valdir Raupp de Matos – PMDB/RO
MANHÃ
– Conferência: Regulação Econômica do Mercado em OPME
Bruno Cesar Almeida de Abreu – Chefe do Núcleo de Assessoramento em Regulação da ANVISA
Presidente: Hermann A. Vivacqua Von Tiesenhausen – Comissão de Cooperativismo Médico
Secretário: Márcio Bichara – Comissão de Cooperativismo Médico
10h– PAINEL 1: Impacto da OPME e Medicamentos de Alto Custo Assistencial e Honorários Médicos
  • Mohamad Akl Presidente da Central Nacional Unimed
  • Luiz Otávio Fernandes de Andrade - Diretor de Provimento de Saúde da Unimed de Belo Horizonte
  • Avelino Bastos Diretor da Área Hospitalar e Serviços Credenciados da Unimed de Campinas
  • Antônio Cesar Neves - Diretor de Tecnologia e Sistemas da Unimed do Brasil 
  • Akira Ishida Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia 
  • Ana Luiza Machado Sociedade Brasileira de Neurocirurgia 
  • Fabrício Otavio G. Teixeira Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular 
  • Sociedade Brasileira de Cancerologia 
12h às 13h – DEBATES
13h às 14h – INTERVALO  

TARDE  
Presidente: José Hiran da Silva Gallo – Conselheiro Federal
Secretário: Mário Fernando da Silva Lins – Comissão de Cooperativismo Médico
– PAINEL 2: Normatização/Regulamentação em OPME
  • Carlos Vital Tavares Corrêa Lima – Vice-Presidente do CFM 
  • Carlos Eduardo Figueiredo  Diretoria de Desenvolvimento Setorial da ANS
  • Mozart Júlio Tabosa Sales  Secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde/MS 
  • Kátia Shimabukuro Donath  Agência Nacional de Vigilância Sanitária
  • Andrea Bergamini  – Unimed Brasil
  • Sérgio Alcântara Madeira   Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Transplantes 
16h às 17h – DEBATES
17h -   ENCERRAMENTO
20h - Jantar de Confraternização

Dia 26/06 – Quarta-feira

Presidente: Almerindo Brasil – Comissão de Cooperativismo Médico
Secretário: Jacó Lampert – Comissão de Cooperativismo Médico 
MANHÃ
9h – PAINEL 3: Cooperativismo de Trabalho e o SUS – Pagamento de Honorários Médicos Via Cooperativa
  • Fausto Pereira Santos – Diretor do Departamento de Regulação, Avaliação e Controle de Sistemas - DRAC/SAS/MS  
Debatedores:
  • Breno de Paula 
  • João Tadeu Leite dos Reis – Diretor Financeiro da Fencom  
  • Lincoln Lopes Ferreira – Presidente da AMMG  
  • Fernando José Pinto de Paiva – Presidente das Coopmed/RN  
  • Francisco Alberto de Oliveira Júnior – Presidente da Febracan 
10h45 às 12h – DEBATES
12h às 13h – INTERVALO
TARDE
Presidente: Silvia Helena R. Mateus – Comissão de Cooperativismo Médico
Secretário: Joaquim Pereira Ramos – Comissão de Cooperativismo Médico
13h – PAINEL 4: Honorários Médicos na Saúde Suplementar – Agenda Regulatória da ANS
  • Hugo Campos Borges  Presidente da Federação das Unimeds da Zona da Mata Mineira
  • Carlos Eduardo Figueiredo – Diretoria de Desenvolvimento Setorial da ANS 
  • Aloísio Tibiriçá Miranda – 2º Vice-Presidente do CFM 
  • Márcio Costa Bichara – Secretário de Saúde Suplementar da Fenam  
14h40 às 16h – DEBATES
- Encerramento

19 de junho de 2013

O SEGUNDO GRANDE MARCO DA MEDICINA CONTEMPORÂNEA

Os Senadores Waldir Raupp e Tomás Correia, nossos agradecimentos pela aprovação da regulamentação da profissão do médico, protegendo a Sociedade Brasileira.

         No Brasil, os marcos da cidadania são construídos com a consciência do poder de um povo antes de tudo forte. Os atuais movimentos sociais expressam a capacidade de um povo, paciente e de índole pacífica, de ter fé na vida, de exigir justiça, liberdade e autonomia, com dignidade e altivez. Mas os anseios coletivos não se expressam apenas nas ruas, mas nos espaços de debate, como no Senado Federal.
Foi nesta arena democrática que, no dia 18 de junho de 2013, se consolidou um momento histórico, de conquista social e de reconhecimento de direitos para a classe médica e para a população brasileira.
Nesta data, com a aprovação do Projeto de Lei 268, os médicos têm o seu ato profissional reconhecido, outorgando a esta categoria o privilégio da realização de diagnóstico de doenças e da prescrição de tratamento.
Não por mera coincidência, que este avanço se insere no âmbito do despertar de um novo Brasil, instituindo-se, assim, o segundo grande marco regulatório da medicina contemporânea no País. O primeiro vem de 1957, quando foram criados por lei os Conselhos de Medicina, que, em seu conjunto, formam autarquia federal.
Somos ao mesmo tempo protagonistas e testemunhas de uma conquista meritocrática, consequência de 12 anos de persistência, tenacidade e dedicação a uma causa impositiva de dignidade profissional e responsabilidade social.
         Novas conquistas virão nos caminhos trilhados pelo povo, pelos médicos e pelos conselhos de medicina. Jamais nos afastaremos de nós mesmos, continuando a compartilhar as razões da esperança no futuro de uma medicina mais valorizada em uma sociedade igualitária e solidária.
         Apesar dessa vitória, não podemos esmorecer e deixar brechas para que os Conselhos de Medicina, espaços legítimos de defesa do bom exercício profissional e da qualidade da assistência, percam sua autonomia, sendo aparelhado ou submetido às vontades de qualquer órgão público.
Certamente, o médico rondoniense estará atento às manobras sutis e registrará sua resistência às tentativas de subordinar as lutas da categoria aos interesses de grupos ou instituições. Por isso, amigos, o momento pede alerta redobrado e união para enfrentar o rigor de mais essa batalha.

HIRAN GALLO


13 de junho de 2013

Cremero e OAB celebram acordo para intensificar fiscalização na saúde


A partir a esquerda, advogados Fabrício Jurado e Andrey Cavalcante, com Hiran Gallo, Maria do Carmo, Carlos Vital e Rita de Cássia; no destaque a assinatura do acordo

Posted by PicasaO Conselho Regional de Medicina de Rondônia e a Seccional Rondônia da Ordem dos Advogados do Brasil oficializaram na manhã desta quinta-feira, durante a abertura do Curso de Ética para Médicos Residentes, no auditório do Cremero, acordo de cooperação técnica para atuarem juntos na fiscalização e inspeção aos serviços de saúde disponibilizados à população. A presidente do Cremero, médica Maria do Carmo Wanssa, realçou a expectativa quanto ao êxito no cumprimento das metas estabelecidas no acordo e lembrou que, embora informalmente, a atuação do Cremero em conjunto com a OAB já demonstrou apresentar resultados profícuos. 


Maria do Carmo relatou a inspeção realizada pelo Conselho Regional de Medicina e a OAB no setor de psiquiatria do Hospital de Base, no início desse ano, quando ficou constatado desrespeito aos pacientes ali internados em condições sub-humanas. “O resultado desse trabalho, apresentado em relatório conjunto do Cremero e da OAB, provocou um debate no Judiciário e no Executivo sobre a situação dos pacientes psiquiátricos que estão sob a guarda do Estado”, observou Maria do Carmo, acrescentando que essa experiência inicial foi fucral para a decisão de pactuar esse acordo de cooperação. 


Com a solenidade de abertura do Curso de Ética para Médicos Residentes, a assinatura do termo de cooperação entre o Cremero e a OAB acabou sendo testemunhado por importantes autoridades da área médica, como o vice-presidente do Conselho Federal de Medicina, Carlos Vital; a secretária-executiva da Comissão nacional de residência Médica, Maria do Patrocínio Tenório Nunes; diretor-tesoureiro do Conselho Federal de Medicina, Hiran Gallo, secretário-adjunto da Secretaria Estadual de Saúde, Luiz Maiorquin; e as presidentes da Comissão Regional de Residência Médica (Coreme), Maria da Conceição Simões; e da Comissão Estadual de Residência Médica (Cereme), médica Márcia Meira, além de cerca de 30 médicos residentes que participam do curso. 


Ao falar sobre a expectativa de trabalhar em parceria com o Conselho Regional de Medicina, o presidente da OAB Rondônia, Andrey Cavalcante, disse que a OAB e o Cremero trabalharão em prol do bem-comum, objetivando defender a dignidade daquelas pessoas que não têm a quem recorrer no momento em que se encontram mais fragilizadas. Andrey disse ainda que durante um colégio de presidentes das 27 seccionais da OAB, expôs a parceria da OAB com a Cremero e teve a felicidade de ver o presidente nacional da OAB, Marcus Vinícius Furtado Coelho, elogiar a iniciativa e recomendar que as seccionais dos outros estados copiem o exemplo de Rondônia. “Penso que essa parceria vem para complementar o grande trabalho realizado pelo Cremero”, reiterou o presidente da OAB Rondônia. 


Com o termo de cooperação técnica, a OAB poderá, com base nos relatórios de inspeção do Cremero e na ausência de providência dos gestores da Saúde, ingressar com medidas judiciais em defesa da cidadania. A partir de agora, as fiscalizações e inspeções às unidades de Saúde, acontecerão sempre com a participação de conselheiros do Cremero e de advogados indicados pela OAB. 


Assessoria de Imprensa Cremero