O Conselho Federal de Medicina vai entrar com uma representação na Organização Mundial de Saúde (OMS) denunciando o contrato firmado pelo governo brasileiro com a Organização Panamericana de Saúde (Opas). O contrato possibilitou a vinda de médicos cubanos para trabalhar no Programa Mais Médicos.
Durante audiência pública nesta quarta-feira (2) promovida pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias, o representante da Federação Nacional dos Médicos, Jorge Darze, afirmou que o estatuto da Opas não prevê que a entidade tenha a função de intermediar contratações de médicos, funcionando como agência terceirizadora de mão de obra no caso dos cubanos.
Opinião idêntica tem o presidente do Conselho Federal de Medicina, Roberto Luiz D’Avila. Ele afirmou que o Código Global de Conduta da OMS, que trata da contratação de pessoal da área da saúde, está sendo desrespeitado, pela falta de transparência no caso dos médicos cubanos. "Vários artigos da OMS impediriam a Opas de fazer essa intermediação. Tanto que nós vamos representar, na OMS, contra esse contrato de intermediação que a Opas fez. Vamos alegar que a Opas descumpre o Código de Conduta da própria OMS. Para nós, isso é o suficiente para uma denúncia."
O convênio do Brasil com a Opas foi divulgado, mas o convênio da Opas com Cuba não é público. Por isso, segundo o deputado Mandetta (DEM-MS), não se sabe exatamente, por exemplo, quanto o médico cubano vai receber por trabalhar no Brasil: parte do salário deve ir para o governo de Cuba. Os outros profissionais que atuam no Mais Médicos vão receber R$ 10 mil.
De acordo com o presidente do Conselho Federal de Medicina, os cubanos vão ter a seu dispor apenas uma pequena parcela desse valor: cerca de 10%, segundo ele.
Passaportes retidos - Além disso, Roberto D'Avila afirmou que existem indícios fortes de violação dos direitos humanos dos médicos cubanos no Brasil. Ele destacou que os profissionais daquele país têm os passaportes retidos quando chegam ao Brasil, para não poderem deixar o País. Médicos de outras nacionalidades não sofrem essa mesma restrição.
O procurador-geral do Trabalho, Luis Antônio de Melo, afirmou que o Ministério Público do Trabalho já instaurou um inquérito civil público para analisar os aspectos trabalhistas do Mais Médicos. "As investigações já começaram e estão sendo realizadas. Eu não posso dizer que o Programa Mais Médicos está irregular ou que o Programa Mais Médicos é maravilhoso. No curso desse inquérito civil, nós vamos verificar se há alguma irregularidade. Havendo alguma irregularidade, nós temos dois caminhos: buscar uma regularização em sede administrativa, com um Termo de Ajuste de Conduta, ou provocar o Judiciário, se for o caso."
Combate ao trabalho escravo - Também participou da audiência o coordenador-geral da Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo, José Guerra. O órgão é vinculado à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Ele destacou que o Brasil é referência no combate ao trabalho escravo e à violação dos direitos do trabalhador.
Declarou também que, se forem detectadas violações a esses direitos em relação aos médicos cubanos e de outras nacionalidades, toda a estrutura de proteção dos direitos humanos e do direito do trabalhador vão ser acionadas para que as violações sejam "sanadas e repelidas".
Fonte: Agência Câmara
6 de outubro de 2013
ELEIÇÕES CREMERO, DECISÃO LIMINAR
O CREMERO EXECUTA ATOS EM DEFESA DA CIDADANIA, DOS BONS
MÉDICOS,DA CIÊNCIA,DA ÉTICA E DA BIOÉTICA. ESTAMOS RENOVANDO O CREMERO EM MAIS
DE 60%, COM PESSOAS COMPROMETIDAS, IMBUÍDAS DE BONS PROPÓSITOS, SEM APARELHAMENTO DE NOSSA
AUTARQUIA PELOS ATUAIS GESTORES DA SAÚDE, NENHUM MEMBRO DE NOSSA CHAPA ESTÁ
OCUPANDO CARGO DE CONFIANÇA NO ATUAL GOVERNO, EXISTE UM TREMENDO CONFLITO DE
INTERESSES, POIS JAMAIS UM ORGÃO DE FISCALIZAÇÃO PODERÁ ESTÁ ATRELADO AO ÓRGÃO
FISCALIZADO. TAMBÉM ALERTO PELA PRIVATIZAÇÃO DA SAÚDE, QUE ESTE GOVERNO ESTÁ
QUERENDO. POR TANTO AFIRMO QUE; "A VERDADE
É, E SERÁ SEMPRE VERDADE, NÃO SE TEM O MÍNIMO ESFORÇO DE REPETIR A VERDADE
MESMO DEPOIS DE MIL ANOS, PORQUE É VERDADE E PONTO FINAL".
CONFIRA; DECISÃO LIMINAR CREMERO
4 de setembro de 2013
Análise do Conselho Federal de Medicina aponta queda acentuada de leitos do SUS desde 2010
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2 de setembro de 2013
Em nome da verdade

Impossível compreender a lógica do Governo: precisa dos médicos, mas os agride frontalmente. Cava fossos na relação com as entidades de classe e, usando de uma estratégia torta de marketing, joga a população contra profissionais que dedicam suas vidas ao cuidado, ao diagnóstico e à prescrição em busca de oferecer saúde e bem estar aos seus pacientes.
As escolhas têm um fundo eleitoral: era preciso um bode expiatório para transferir a culpa pela irresponsabilidade acumulada ao longo dos anos no trato com a saúde. Os médicos se encaixavam à perfeição neste infeliz papel por, historicamente, simbolizarem a assistência sonhada por todos os brasileiros.
Nesta lógica, o Governo simplificou problema e solução. De um lado, definiu que a falta de saúde decorria da ausência de profissionais; na sequência, concluiu que a resposta estava no preenchimento dessas vagas. Contudo, o caminho entre esses dois extremos foi percorrido com irresponsabilidade, imediatismo e busca de um apelo midiático típicos dos candidatos que querem impressionar eleitores.
Os gargalos ignorados pelo Governo não são poucos. O primeiro deles é a fragilidade da simplificação de questão tão complexa. Não, a assistência deficitária não é por culpa da falta de médicos. Primeiro, porque onde não há médicos, não há também enfermeiros, dentistas, psicólogos, nutricionistas e os outros profissionais implicados no atendimento das equipes de saúde.
Nestes locais, também não há estrutura física, equipamentos, insumos, acesso a exames e leitos. No planeta dos sonhos criado pelo marketing governamental, basta um médico para que a população tenha todos os seus males curados. Pura ilusão. Num primeiro momento, a expectativa pode até fechar os olhos de muitos, mas, com o tempo, os ralos surgirão e aos poucos a população verá que foi, mais uma vez, enganada.
Outra falha na estratégia governamental reside no mais completo autoritarismo típico dos tomadores de decisão que não apreciam o debate democrático. As medidas anunciadas saíram de reuniões das quais a sociedade não participou. O pacote foi desembrulhado do dia para a noite e, como era de se esperar, usou do desrespeito à legislação e aos direitos individuais e humanos para chegar aos seus objetivos.
Fecharam os olhos às leis que exigem que pessoas formadas em Medicina em outros países atuem no Brasil apenas após revalidarem seus títulos e comprovarem que sabem se comunicar bem em português. Argumentam falsamente que são detalhes desnecessários diante da desassistência da população alvo. Seria até aceitável se não expusesse esses brasileiros a situações de risco.
E se esses “estrangeiros” não tiverem a competência anunciada? E se eles não estiverem preparados para agir em situações de urgência ou emergência? E se não entenderem a fala dos seus pacientes e, por isso, errarem em seus diagnósticos e prescrições? E se, numa conjunção infeliz e indesejável, alguém perder a vida ou ficar sequelado? São tantas possibilidades reais que nos fazem questionar se a medida não foi desmesurada.
Por outro lado, não menos grave, é a decisão unilateral de rasgar compromissos internacionais e aceitar que práticas coercitivas e limitadoras dos regimes ditatoriais aconteçam em território nacional, sob o nariz da Justiça. O caso dos “médicos importados de Cuba” nos faz avançar perigosamente no território do vale tudo. É assim que resolveremos nossos problemas, dando abrigo às agressões aos direitos individuais e humanos?
Neste momento, no qual aproveito para agradecer todo o apoio recebido pelos médicos, professores e estudantes de Medicina, deixo uma mensagem de resistência aos colegas e à sociedade rondoniense. É preciso mostrar aos políticos que as decisões tomadas têm um custo intransferível. Por isso, devem reavaliar sua conduta para livrarem nosso Estado e o país das garras de práticas que nada têm a ver com o espírito solidário dos brasileiros.
A Constituição de 1988 determina que a saúde é um direito de todos e um dever do Estado. Mas para chegar até esse objetivo os passos precisam ser medidos, eficazes e seguros. Cortinas de fumaça se dissipam, não duram para sempre. Neste momento ficará evidente para todos a diferença entre a mentira e a verdade, entre os reais amigos e os inimigos da população. Caberá ao tempo e à nossa mobilização esclarecer tudo.
José Hiran da Silva Gallo
31 de agosto de 2013
Paraguai rejeita médicos cubanos, mas Planalto insiste em importar agentes castristas disfarçados
No vizinho Paraguai, o reitor da Faculdade Nacional de Medicina, Aníbal Filartiga, afirmou, na última segunda-feira (27), que “médicos cubanos tem têm habilidades e conhecimentos de uma licenciatura em Enfermagem”.
As autoridades paraguaias consideram que os médicos formados na ilha caribenha não têm conhecimento para o exercício da medicina no país sul-americano. Tal conclusão surgiu após uma comparação entre os currículos dos médicos cubanos e paraguaios. Essa constatação é uma pedra no caminho para a validação automática dos diplomas dos médicos no Brasil.
Sempre genuflexo às ordens de Havana, de onde partem os ditames do comunismo latino-americano, o Palácio do Planalto laçou essa invencionice como parte do projeto totalitarista de poder, que avança a passos largos e que em breve pode transformar o Brasil em uma ditadura de esquerda.
Os supostos médicos cubanos, que atuariam em regiões remotas do Brasil, implantariam, a partir do campo, por células de resistência a uma eventual revolta ao golpe que o PT esculpindo ao longo dos últimos dez anos. Não custa lembrar que, ao lado de Irã, Síria e Sudão, Cuba é um dos quatro maiores patrocinadores do terrorismo.
Só mesmo um inocente para acreditar que no Brasil, onde sobram médicos e faltam condições de trabalho , esses mágicos de Havana são capazes de produzir milagres na saúde pública verde-loura.
29 de agosto de 2013
Entidades condenam acordos que abrem brechas à “semiescravidão” de médicos
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Entidades co
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Em nota, Conselhos de Medicina também
repudiam atos de xenofobia e preconceito em qualquer situação
O Conselho Federal de Medicina (CFM) e os Conselhos Regionais de
Medicina (CRMs) reafirmaram nesta quarta-feira (21) suas críticas ao Programa
“Mais Médicos”, que “tem se configurado como um instrumento de agressão à
legislação brasileira e à democracia“. Em nota, as entidades alertam a
sociedade e a Justiça contra os abusos praticados no âmbito do Programa, que
“incluem o desrespeito à lei que exige validação de diplomas obtidos no
exterior, a precarização das relações de trabalho, a existência de situações
análogas à semiescravidão entre médicos e o descaso na montagem de uma rede de
atendimento que seja eficaz e eficiente”.
Os Conselhos de Medicina esclareceram também que repudiam “atos de
xenofobia e preconceito em qualquer situação” e reforçaram que o debate deve
ser ancorado em dois aspectos principais, sendo o primeiro deles a ausência de
comprovação da competência técnica dos profissionais formados no exterior. No
caso especifico dos cubanos, os Conselhos chamam a atenção para a existência de
acordos firmados pelo Governo brasileiro e que permitem a prática de regras
comuns aos regimes ditatoriais e autoritários no Brasil.
No documento, os Conselhos de Medicina ainda orientam os médicos
brasileiros sobre procedimentos que devem ser adotados no exercício de sua
função. “Sempre que procurados devem prestar atendimento aos pacientes com
complicações decorrentes de atendimentos realizados por médicos estrangeiros
contratados sem a revalidação de seus diplomas”. Além disso, reforçam que todo
o trabalho deve ser realizado com dedicação, usando o melhor do conhecimento e
todos os recursos disponíveis em benefício do paciente.
Os Conselhos esclareceram também que continuarão cumprindo a legislação,
sem, no entanto, abandonar a busca do convencimento dos parlamentares durante o
processo de discussão da MP 621 no Congresso, do Ministério Público e do Poder
Judiciário. Reafirmam ainda que manterão seu papel legítimo de agente
fiscalizador da assistência em saúde, exigindo que Governo ofereça as condições
de atendimento com qualidade em todo o território nacional, com a adoção de
medidas estruturantes - capazes de resolver o problema da falta de acesso à
assistência – ao invés de recorrer às ações paliativas, midiáticas e
eleitoreiras.
LEIA ABAIXO A NOTA NA ÍNTEGRA:
NOTA DE
ESCLARECIMENTO Á SOCIEDADE
Brasília, 28 de agosto de 2013.
Com relação às ações previstas pela MP 621/2013, o Conselho Federal de
Medicina (CFM) e os 27 Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) oferecem os
seguintes esclarecimentos à sociedade e orientam os médicos brasileiros sobre
procedimentos que devem ser adotados no exercício de sua função:
1. Os médicos
brasileiros sempre que procurados devem prestar atendimento aos pacientes com
complicações decorrentes de atendimentos realizados por médicos estrangeiros
contratados sem a revalidação de seus diplomas;
2. Todo o trabalho deve ser realizado com dedicação,
usando o melhor do conhecimento e todos os recursos disponíveis em benefício do
paciente;
3. Este tipo de atendimento deve ser documentado em
relatório detalhado, o qual será encaminhado ao Conselho Regional de Medicina
do Estado onde aconteceu o incidente para adoção de medidas cabíveis junto às
autoridades.
De forma conjunta, as entidades reiteram ainda suas críticas à MP 621, a
qual tem se configurado como um instrumento de agressão à legislação brasileira
e à democracia. Sendo assim, o CFM e o CRMs ressaltam que:
a) Continuarão a cumprir
a legislação – como sempre tem feito -, sem, no entanto, abandonar a busca do
convencimento dos parlamentares durante o processo de discussão dessa Medida
Provisória no Congresso, do Ministério Público e do Poder Judiciário;
b) Manterão seu papel legítimo de agente
fiscalizador da assistência em saúde, exigindo que Governo ofereça as condições
de atendimento com qualidade em todo o território nacional, com a adoção de
medidas estruturantes - capazes de resolver o problema da falta de acesso à
assistência – ao invés de recorrer às ações paliativas, midiáticas e
eleitoreiras;
c) Alertarão à sociedade e à Justiça contra abusos
praticados no âmbito do Programa Mais Médicos; que incluem o desrespeito à lei
que exige validação de diplomas obtidos no exterior; a precarização das
relações de trabalho; a existência de situações análogas à semiescravidão entre
médicos; e o descaso na montagem de uma rede de atendimento que seja eficaz e
eficiente.
Os Conselhos de Medicina repudiam atos de xenofobia e preconceito em
qualquer situação. O debate que se impõe deve ser ancorado em dois aspectos
principais: primeiro, a ausência de comprovação da competência técnica dos profissionais
formados no exterior e, no caso especifico dos cubanos, na existência de
acordos firmados pelo Governo brasileiro e que permitem em nosso país a prática
de regras comuns aos regimes ditatoriais e autoritários, que fazem uso da
coerção e limitação aos direitos individuais e humanos aos seus cidadãos.
Finalmente, o CFM e os CRMs alertam que a falta de transparência e a
ausência de debates com os diversos segmentos – práticas adotadas pelo Governo
Federal – remetem ao autoritarismo que prejudica o Estado democrático de
direito.
CONSELHO FEDERAL DE
MEDICINA (CFM)
CONSELHOS REGIONAIS DE MEDICINA (CRMs)
7 de agosto de 2013
PARTICIPAÇÃO NO PROGRAMA "NA MORAL" COM PEDRO BIAL
Participei do programa "Na Moral", com Fátima Bernardes e Pedro Bial, assunto: Reprodução Assistida, onde coordeno a câmara técnica no CFM (Conselho Federal de Medicina). Irá ao ar na Quinta-Feira (08/08/2013).
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