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25 de abril de 2012

Ficha limpa nos Conselhos Federal e Regionais de Medicina



Os movimentos democráticos nacionais são poderosos instrumentos para o amadurecimento político e para a evolução da sociedade. Recentemente, eles foram o motor de uma profunda alteração dos institutos legais e jurídicos vigentes a ser constatada nas eleições municipais de 2012. É neste pleito que se aplicará integralmente a Lei da Ficha Limpa.
Durante a posse do novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha (cargo pela primeira vez ocupado por uma mulher), houve o manifesto expresso no sentido de se realizar um mutirão pela Ficha Limpa. Este interesse confirma ser esta regra um inegável avanço social, que consolida a democracia e carrega em seu bojo proteção à coletividade.
Na mesma seara, os Conselhos de Medicina de todo o país não podem ficar à margem desta mudança e precisam se adequar a nova realidade social, democrática e jurídica. Nesse sentido, foi elaborada a nova resolução que regulamenta as eleições dos novos membros dos Conselhos Regionais de Medicina para o mandato de 2013/2018.
Essa Resolução buscou recepcionar a Lei da Ficha Limpa, além de inserir definições jurídicas exaltadas pela doutrina e jurisprudência pátria. Diante disso, serve a presente carta como instrumento de reflexão sobre os rumos que os Conselhos de Medicina deverão seguir.
As casas médicas devem espelhar as normas jurídicas que ensejem o resguardo da moral, da ética e da legalidade. Impossível pensar em componente de Conselho de Medicina que não detenha uma reputação ilibada, coerente com o cargo e com as responsabilidades que exercerá.
Pessoas condenadas em última instância não podem continuar atuando como juízes das casas de ética médica. Estão inabilitados. São impostores e devem ser afastados, da mesma forma que devem ser impedidos os políticos com fichas sujas. Assistimos uma pequena revolução do bem, no momento no qual a sociedade brasileira clama pelo fim da corrupção.
Valho-me das palavras de Elias Abdalla Filho quando ressalta que “o Código de Ética só pode ser verdadeiramente exercido se encontrar ressonância na personalidade do médico. É necessário que este tenha pensamentos e sentimentos éticos, caso contrário o Código de Ética Médica será obedecido apenas de forma protocolar, estéril e carente de sentido, carente mesmo de sua própria razão de existir”.

Hiran Gallo

17 de abril de 2012

Senadores querem facilitar reconhecimento de Diplomas de Universidade Estrangeiras

O Brasil precisa solucionar o problema de seus “exilados acadêmicos”, disse nesta quinta-feira (12)
o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), durante audiência pública sobre o Projeto de Lei do
Senado (PLS) 399/11, que trata da revalidação de diplomas emitidos por instituições estrangeiras de
ensino superior. Ao anunciar seu voto favorável à proposta, o senador sugeriu que se beneficiem
não apenas futuros estudantes, mas também os que já fizeram cursos no exterior.
- Trata-se de uma questão de direitos humanos. Dezenas de milhares de jovens são hoje
praticamente exilados acadêmicos, pois podem entrar no país, mas não no consultório ou no
escritório de engenharia. No momento em que o Brasil enfrenta escassez de profissionais,
desperdiçamos os que têm diploma estrangeiro. Não podemos carimbar todos os diplomas, mas não
podemos rasgar todos – afirmou Cristovam durante a audiência conjunta das Comissões de
Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) e de Educação, Cultura e Esporte (CE).
De autoria do senador Roberto Requião (PMDB-PR), que presidiu a reunião, o projeto estabelece
que “os diplomas de cursos de graduação, mestrado ou doutorado de
reconhecida excelência acadêmica, expedidos por instituições de educação superior estrangeiras,
poderão ter revalidação ou reconhecimento automático”. Caberá ao Poder Público, prossegue o
texto, divulgar periodicamente a lista de cursos reconhecidos.
Ao apresentar a proposta, Requião lembrou que a Universidade Federal do Paraná, pela qual se
formou advogado, não aceitou contratar para professor um “extraordinário jurista uruguaio” porque
ele não tinha diploma reconhecido no Brasil.
O secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Amaro Henrique Pessoa Lins,
considerou oportuno o debate sobre o tema, no momento em que existe falta de profissionais em
diversos ramos da economia brasileira. Ele disse que o ministério está disposto a “ouvir todos que
participam do tema”, no processo de formulação de uma nova política sobre revalidação de
diplomas.
Mais de 20 mil brasileiros que fizeram curso no exterior “não têm seus direitos respeitados”,
segundo informou na reunião o presidente da Associação Nacional de Pós-Graduados em
Instituições Estrangeiras de Ensino Superior, Vicente Celestino de França. . Em sua opinião, existe
atualmente um “bloqueio” à revalidação de diplomas nas universidades brasileiras, às quais cabe a
tarefa de reconhecer os documentos emitidos por instituições de outros países.
- Falam que são diplomas de má qualidade. Não queremos revalidação sem qualidade – disse
Celestino.
Ao apresentar a posição das universidades federais, a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da
Universidade Federal de Goiás, Divina das Dores de Paula Cardoso, observou que mais da metade
dos títulos que chegam de outros países não podem ser reconhecidos, o que gera, como admitiu,
uma “situação extremamente grave para o estudante, para a instituição que não pode reconhecer o
diploma e para o Brasil”.
- Tomando por base minha instituição, a grande maioria dos diplomas que chegam para ser
reconhecidos provém não de grandes instituições de excelência mundial, mas de instituições
totalmente desconhecidas – afirmou Divina.
Durante o debate, a senadora Ana Amélia (PP-RS) pediu cautela no debate do tema. Ela recordou
que existem aproximadamente 25 mil estudantes brasileiros de medicina na Bolívia. Mas ressaltou anecessidade de verificação de seus conhecimentos quando retornarem ao país. Por sua vez, a
senadora Ângela Portela (PT-RR) defendeu o projeto de Requião e observou que “cursos de
qualidade precária não são primazia de universidades estrangeiras”.
A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) questionou se as universidades brasileiras contam
com estrutura suficiente para analisar todos os pedidos de revalidação de diplomas. O senador
Blairo Maggi (PR-MT) alertou que, se o Brasil pretende participar de um Mercosul unido, deve
preocupar-se com os estudantes brasileiros que fazem cursos em países vizinhos.
Proveniente do mesmo estado, o senador Pedro Taques (PDT-MT) observou que o tema “é
palpitante” no Mato Grosso, uma vez que muitos jovens daquele estado vão estudar no Paraguai e
na Bolívia.
- Esses estudantes querem ser tratados sem preconceitos. Temos um preconceito cultural contra os
latino-americanos, os tratamos como piores do que nós – afirmou.
Para o senador Randolfe Rodrigues (PSol-AP), a falta de revalidação de diplomas “beira o
absurdo”. Ele citou o caso da falta e médicos no interior do Brasil, apesar da existência de médicos
formados em outros países que não podem exercer a profissão. Por sua vez, a senadora Marta
Suplicy (PT-SP) recordou que estudantes brasileiros formados pela melhor faculdade europeia de
hotelaria, na Áustria, a partir de convênio firmado quando ela era ministra do Turismo, não
conseguem revalidar seus diplomas. Ao final da audiência, o senador Antônio Carlos Valadares
(PSB-SE) previu que, por meio da aprovação do projeto, o país “haverá de encontrar a solução que
a sociedade espera”.
Fonte: Agência Senado de Noticias

9 de março de 2012

Memória Digital






A imagem nos leva ao ano de 1983 quando da inauguração do Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro.

Destacamos as presenças do então Governador de Rondônia, Cel. Jorge Teixeira de Oliveira, do Secretário Estadual de Saúde o Médico José Adelino da Silva, Presidente João Figueiredo, o Jornalista Ciro Pinheiro e autoridades local.

(Fonte: Ivo Feitosa - Gente de Opinião Fotog. Acervo part.)

16 de dezembro de 2011

Medicina em Rondônia. De Oswaldo Cruz a José Adelino da Silva





O médico não deixa de ser um enviado de Deus com a sublime missão de dominar a dor do corpo e da alma do ser humano, que prolonga e salva vidas. É a mão divina presente nos momentos de sofrimento. Por isso deve ter plena consciência da responsabilidade maior de exercer a mais nobre profissão entre tantas outras. (Tadeu Fernandes)

É visível constatar que os serviços de atendimento médico em Porto Velho evoluíram para melhor, mas é fácil constatar que muitos investimentos ainda deverão ser feitos na prestação de serviços de saúde, principalmente pelo poder público.

Os profissionais de outras áreas que prestam serviços ao poder público recebem o justo e o merecido ganho quando prestam seus serviços, não acontecendo o mesmo com os médicos. Por razões desconhecidas seus vencimentos são menores, inexistindo o reconhecimento da sua vital importância para toda a sociedade, devendo suas forças representativas, sindicatos, etc., lutarem com mais ênfase para obter isonomicamente o mesmo tratamento.

Dentre os pioneiros da Medicina em nosso Estado lembramos o Dr. Carlos Sampaio, representante da estrada de ferro Madeira Mamoré, que recebeu na Candelária, em Santo Antônio, o médico sanitarista Osvaldo Cruz que veio até aqui para realizar estudos para sanear os canteiros de obras em relação às doenças tropicais, principalmente a malária. Osvaldo Cruz foi o primeiro Diretor do Instituto Federal Soroterápico para a produção de soros e vacinas, criado no Rio de Janeiro em 1900.

Na época não havia, com raras exceções, médicos especialistas em determinadas áreas. Eram, na maioria, clínicos gerais, verdadeiros sacerdotes da medicina que, mesmo com escassos recursos de equipamentos e ineficiência dos laboratórios de análises clínicas, utilizaram de seus aprendizados para oferecer bons serviços à população.

Lembro do Dr. José Adelino da Silva, pessoa de hábitos simples e que vivia intensamente a vida, inteligente, fazia amizade com facilidade, tratava a todos com simplicidade, sempre pronto para servir a qualquer dia e a qualquer hora. Podíamos contar com ele, um filantropo por convicção.

José Adelino era um estudioso das doenças tropicais, principalmente a malária. Viajou por vários países para estudá-las e compreendê-las com o fito de encontrar uma medicação eficiente. Meus filhos, ainda crianças, por ele eram tratados. Quantas madrugadas permaneceu sem dormir, e só saía quando o quadro clínico se estabilizava.

Nos seus momentos de lazer gostava de espairecer no Bangalô do Macalé e no Jangadeiro. Alegrava-me com ele sentar à mesa nesses ambientes. Deixou uma história e exemplo como médico, tendo inclusive exercido o cargo de Secretário de Estado da Saúde, não se omitindo quando defendia os interesses de Rondônia. Era apaixonado por esta terra.

Assim era o Dr. José Adelino, o bom amigo que procurava fazer o bem. Na sua alma não havia espaço para maldades.

A classe médica era constituída à época por poucos profissionais e com muita dificuldade deixaram um legado no sentido de que com dedicação e muito trabalho é possível assistir aos doentes e necessitados mesmo quando desprovidos de bons instrumentos de trabalho e tecnologia moderna. Os chamados médicos da família prestavam trabalho desde um pequeno problema de verme até as operações mais complicadas, cada um procurando contribuir com o outro para salvar vidas, com ética e disciplina médica.

O decano da Medicina em Rondônia, Dr. Jacob de Freitas Atala é outro bom exemplo a ser seguido. Muitos ainda o procuram para ouvir seus conselhos e sábios conhecimentos de sua vasta experiência. Minha esposa trabalhou com ele na Secretaria de Educação, implantando o ensino especial no antigo Território em 1980. É um homem de bem e de vida simples, referência de dignidade e portador de inequívoca ética profissional.

O Dr. Hamilton Gondim deixou a marca do bom exemplo através da simplicidade e da eficiência como prestava seus serviços médicos. Não se incomodava com o tempo que o paciente ficava consigo relatando seus problemas de saúde. Deixou seu competente filho médico Paulo Gondim e seu genro Viriato Moura que continuam seguindo seus exemplos e dando continuidade a nobre obra por ele iniciada.

São boas as lembranças dos pioneiros da medicina em Rondônia. Foram os que plantaram as primeiras sementes dos serviços médicos e criaram o Conselho Regional de Medicina em 1963, tendo como primeiro presidente o Dr. Ary Pinheiro. Dentre eles cito Dr. Rachid Jaudy, cirurgião que, com sua habilidade, salvou muitas vidas no antigo Hospital São José, desativado em 1983, após a inauguração do Hospital de Base, o qual foi construído na administração do Governador Jorge Teixeira, na época um dos mais modernos da região.

Destaco ainda o Dr. Antonio de Jesus Cantenhede, Dr. Lourenço Pereira Lima, Dr. Osvaldo Piana, Dr. Ary Tupinambá Penna Ribeiro, Dr. Ernesto Laudelino de Almeida, Dr. Rubens Brito, Dr. Juscelino Leocádio da Rosa, Dr. Dalto Schwartz, Dra. Graça Guedes que cuidou de meus filhos, o médico Joaquim Augusto Tanajura, Dr. Ivan Carlos Garcia Caramori, de Rolim de Moura, Dr. Samuel Castiel, Dr. Joviano Alves de Macedo, exemplo de retidão e abnegado profissional que atendia seus pacientes com respeito, homem sincero e justo. Há ainda tantos outros que devem ser relembrados e condecorados pela classe médica.

Em 1984 convidei o Dr. Sérgio Carvalho, Médico Urologista que clinicava em Paranavaí, no Paraná, para vir à Rondônia, pois já era amigo do seu pai José Vaz de Carvalho que foi Prefeito três vezes e Deputado Federal. Veio juntamente com seu irmão, o Médico Pediatra Dr. João Carvalho que se encontra até hoje em Porto Velho.

Quando o Dr. Sérgio Carvalho chegou tive o privilégio de hospedá-lo em minha casa até que o Dr. Adelino, Secretário da Saúde o contratou para trabalhar no Hospital de Base. Fomos com o Chiquilito Erse, que era Secretário da Administração para ultimar sua documentação. Em seguida o Dr. Viriato Moura e Dr. Iran Galo, diretor e vice do Hospital, lhe deram posse. Foi um bom Médico Urologista e como Político desempenhou com dignidade seu mandato. Tinha um futuro brilhante, mas prematuramente nos deixou.

Lembro que o Dr. Sérgio Carvalho, o Dr. Victor Sadeck e o Dr. Valter Coelho se uniram para construir uma clínica médica especializada em Urologia em um prédio próximo ao Hotel Vila Rica. Tal sociedade era constituída de três médicos de excepcional competência.

Voltando ao Dr. José Adelino, eis uma pessoa que representou com muita propriedade o espírito de solidariedade e de entrega como ser humano que exerceu a Medicina com paixão, sem distinção de pacientes, que a todos atendia com paciência independentemente da sua condição financeira.

A árdua tarefa de exercer a Medicina exige muita paciência, resignação e vontade de servir. A recompensa financeira e o sucesso profissional é o resultado da eficiência e conhecimento de cada um, além do necessário e constante aperfeiçoamento em cursos e congressos médicos. Assim serão lembrados por seus pacientes e pela sociedade, atentos ao princípio da ética e respeito perante seus pares.

Os pioneiros da medicina em Rondônia merecem uma página especial e o nosso reconhecimento. Viveram um período difícil e com poucos recursos, o que não os impediu de irem à luta, abrandarem sofrimentos e salvar vidas mesmo com os meios precários de que dispunham.

Rondônia e Porto Velho especialmente vivem outro momento em que são construídos prédios de atendimento médico dos mais modernos, com implantação de equipamentos novos que nada devem aos grandes centros urbanos do Brasil e que conta com uma classe médica que se atualiza dentro e fora do Brasil, buscando conhecimentos e evolução da Medicina para prestar bons serviços. De se destacar também a criação de várias Faculdades de Medicina, o que não havia há poucos anos.

Os centros médicos existentes já são dotados de equipamento de última geração e a maioria dos profissionais estão se atualizando e investindo em conhecimento.

Termino prestando minhas homenagens a todos aqueles que atuaram e atuam na área médica, abrandaram e abrandam angústias, salvaram e salvam vidas. Souberam e sabem dignificar a profissão que escolheram, amenizando o sofrimento de uma população que muito depende dos bons e imediatos serviços médicos.




ME DEPAREI COM ESTE BELO ARTIGO DO TADEU FERNANDES, PUBLICADO EM 12/08/2010 AO LER, FIQUEI EMOCIONADO E NÃO PODERIA DEIXAR DE PUBLICAR ESTA POSTAGEM . FIQUEI MUITO FELIZ COM ESTA HOMENAGEM PARA AQUELES QUE FORAM DE RELEVÂNCIA IMPORTÂNCIA NO EXERCICIO DA MEDICINA, EM UMA ÉPOCA DE MUITAS DIFICULDADES E CARÊNCIAS. EM MEU NOME E DA CLASSE MÉDICA DE RONDÔNIA E DAS FAMILIAS CITADAS, OS MAIS SINCEROS AGRADECIMENTOS AO TADEU FERNANDES E O SITE rondoniagora.com EM PUBLICAR.

4 de agosto de 2011

TRAJETÓRIA

Belém do Pará - Escola Nazaré 2º ano cientifico 1971




Jornal da época com as primeiras classificações




Comemoração com a familia minha mãe (D. Inácia) e vó Maria



OS Amigos, Floriano, Viriato e o Nelson Caldas



























28 de julho de 2011

Bons Tempos

Não posso deixar de publicar esse post, tenho poucas fotos de criança, Viriato me presenteou com esta antiga, e me deixou emocionado, "bons tempos aqueles meu irmão".







Viriato, Eu e o Jose Roberto em nossa casa na Jose do Patrocinio.











QUERIDO MANO HIRAN, PARABENIZO - O PELOS SEUS 6.0, AINDA HA POUCOS ANOS ÉRAMOS ASSIM. DESEJO -TE, SAÚDE, PAZ E TODOS OS SONHOS REALIZADOS

16 de julho de 2011

JOSÉ ADELINO, O MÉDICO DAS CRIANÇAS




A pediatria em Porto Velho teve como precursor o médico José Adelino da Silva. Até os idos anos 1960, havia por aqui clínicos e cirurgiões gerais. Alguns praticavam anestesiologia. Não se falava, ainda, em especialistas com residência médica, que começaram a chegar ao então Território de Rondônia na década seguinte.

Dr.Adelino, como era conhecido em nosso meio, nasceu em Boca do Acre, Amazonas, no dia 29 de dezembro de 1936. Veio com sua família para Porto Velho ainda adolescente, no início dos anos 1950. Então, estudava o secundário em Manaus, onde permaneceu até a conclusão do Curso Médio (hoje, o Segundo Grau). Em 1964, iniciou os estudos de medicina, na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Pará, onde se formou em 1969.

Dada sua afeição pelas crianças, durante os tempos de faculdade, Adelino se dedicou, com mais afinco, ao estudo da pediatria. Ele sabia que criança não é um adulto pequeno. Há peculiaridades que requerem atenção específica do médico ao paciente nesse período da vida. A relação médico-paciente exige uma percepção especial, na qual Adelino era um mestre.

Quando começou suas atividades por aqui, em um modesto consultório na Rua José do Patrocínio, próximo à José de Alencar, Adelino virou uma página histórica no atendimento médico fora das unidades públicas. Antes dele, os médicos, todos funcionários públicos, quando não estavam nas unidades de saúde do governo, atendiam em diminutos recintos em fundos de farmácias. E mais, Adelino assumiu que era pediatra. É claro que era instado a atender também adultos, dado o reduzido número de médicos nesta região.

O eminente pediatra ganhou logo a simpatia daqueles que o procuravam com seus filhos enfermos. Intimista no jeito de atender seus pequenos pacientes, não poupava repreendas às mães que demoraram a levar seus filhos doentes para os cuidados médicos ou que não obedeciam suas recomendações. As admoestações do pediatra, que logo se tornava amigo de todos que o procuravam, eram entendidas pelos pais como preocupação sincera do médico com a saúde de seus filhos – ele não se continha quando via crianças com unhas sujas e outras faltas de higiene, por exemplo.

O Dr. Adelino era um filantropo por natureza. Jamais se soube de alguém sem recursos que o procurou e que deixou de ser atendido por ele. Por isso, pela sua competência profissional e pelo seu jeito simpático e alegre de lidar com as pessoas, Adelino ganhou a confiança e o respeito da comunidade. Não é demais dizer que foi o médico mais popular que Rondônia conheceu em seu tempo. Além de pediatra, foi legista por muitos anos. Idealizou e estruturou o Instituto Médico-Legal. Fez ainda incursões na militância político-partidária. Como era de seu feitio, defendia suas ideais com muita convicção e veemência.

José Adelino, o médico das crianças do passado de Porto Velho, faleceu precocemente, vítima de atropelamento, nas proximidades da Unir, por volta das 19 horas do dia 30 de agosto de 1992.

Reconhecido pelos relevantes serviços prestados a nossa gente, o Dr. Adelino foi homenageado pela presença maciça de pessoas de várias classes sociais em seu funeral, que o pratearam com muita emoção. Depois vieram as homenagens oficiais: seu nome foi dado ao Instituto Médico-Legal, a duas ruas e a um parque para práticas esportivas, onde caminhava com frequência ao amanhecer.

O querido médico deixou o maior legado que um ser humano pode deixar para avalizar, com gratidão, sua existência: a saudade de muitos que ainda se emocionam quando falam nele.




9 de abril de 2011

FOTOS ANTIGAS DE PORTO VELHO RO

ANTIGO CINE RESKY


CATEDRAL DE PORTO VELHO


COLÉGIO MARIA AUXILIADORA





A CATEDRAL DE PVH VISTA DA PRAÇA JOHNATAS PEDROZA


PRAÇA ALUIZIO FERREIRA

RUA PRESIDENTE DUTRA, CENTRO VELHO DE PORTO VELHO



VISTA DO ANTIGO MERCADO MUNICIPAL (INCEDIADO ) E O PALÁCIO DO GOVERNO AO FUNDO

VISTA DO CENTRO ANTIGO DE PORTO VELHO - RO

PRÉDIO DO CORREIO CENTRAL DÉCADA DE 50

COLÉGIO DOM BOSCO

18 de março de 2011

DECADA DE 60

VIRIATO MOURA, EU E MEU AMIGO NELSON CALDAS, DÉCADA DE SESSENTA, FERIAS DE VERÃO, ABORDO DO NAVIO PRESIDENTE VARGAS, NAVEGANDO NO RIO GUAMÁ, RIO ESSE QUE BANHA A CIDADE DE BELÉM DO PARÁ. DESTINO; MOSQUEIRO BALNEARIO CERCADO DE BELAS PRAIAS POR TODOS OS LADOS. ESTA LOCALIZADA NA COSTA ORIENTAL DO RIO PARÁ, DEFRONTE DA ILHA DE MARAJÓ, DISTANTE CERCA DE 100KM DE BELÉM.