14 de fevereiro de 2012

Acordo inédito – firmado entre o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma)

Assinado acordo com parâmetros éticos para relação médico-indústria farmacêutica

O protocolo inédito, aprovado pelo plenário do CFM e lançado em fevereiro no Cremesp, já está em vigor



Acordo inédito – firmado entre o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma) – estabelece parâmetros para a relação entre médicos e indústrias.

O protocolo começou a ser discutido em 2010, a partir de uma proposta da Interfarma, e será assinado também por outras entidades como a Associação Médica Brasileira (AMB) e a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), também pioneira nas discussões, nesta terça-feira, 14 de fevereiro, na sede do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp).

Para o presidente do CFM, Roberto Luiz d’Avila, a iniciativa atesta que a relação entre médicos e a indústria evolui para um novo patamar. “Ganhamos em transparência e em respeito. Isso sem contar na autonomia e na liberdade que os médicos e suas entidades de representação conquistam no momento de expressar suas opiniões, ideias e análises”, ressalta.

Fazem parte do documento temas como o apoio das empresas ou entidades à organização de congressos técnicos e científicos, os patrocínios aos convidados de eventos, as ofertas de brindes e presentes, e as boas práticas esperadas no trabalho de visitação aos hospitais, clínicas e consultórios.

Segundo o presidente da AMB, Florentino Cardoso, deve ficar bastante clara a convivência entre os médicos, a indústria farmacêutica e a de equipamentos. “Devemos evitar situações onde ocorram conflitos de interesses, pois a atividade médica deverá ter sempre como principal foco o que é melhor para os pacientes. O acordo traz-nos expectativa de melhorias”, disse.

De acordo com Antônio Britto, presidente executivo da Interfarma, “assim que o Dr. Roberto d’Avila assumiu a presidência do CFM, a Interfarma propôs um diálogo com a classe médica para avançar na pactuação e na definição do que seja ético entre médico e indústria farmacêutica, a partir da premissa de que ambos são os maiores interessados que a relação entre eles ocorra de forma transparente”.

O processo de discussão envolveu os 28 conselheiros do CFM e representantes da Interfarma. Os segmentos reafirmaram o propósito de estabelecer um compromisso de conduta ética, não abrindo mão de princípios como transparência e respeito incondicional à autonomia e independência técnico-científica da classe médica.

Antônio Britto acrescenta que “com o acordo podemos assegurar ao CFM que aquilo que estamos assinando não ficará apenas como declaração de intenção. Começaremos imediatamente a fiscalizar e, com o apoio de nossos associados, tornaremos realidade o que foi proposto no documento conjunto”.

O presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Jadelson Andrade, diz que há um ano a entidade tomou a iniciativa de reunir as instituições envolvidas e indústria para chegar a um consenso necessário, que se corporifica agora no documento do Conselho, com total apoio da Associação Médica Brasileira.“O documento traz a necessária transparência no relacionamento médico-indústria e representa o resultado do trabalho de vários setores que, ao longo de demoradas reuniões, conseguiram um consenso entre as entidades que representam a quase totalidade dos laboratórios farmacêuticos, as sociedades médicas e o CFM”, diz. Para Jadelson, esse acordo pioneiro certamente balizará outros que se seguirão, estabelecendo parâmetros éticos que, em última instância, haverão de beneficiar o paciente, cuja saúde e correto atendimento é o objetivo final de todos os envolvidos.

Roberto d’Avila defende que, respeitadas as premissas éticas, a interação do médico com a indústria pode ser exercida de maneira positiva. “Ao assinarmos o documento, nosso principal objetivo é o respeito irrestrito à independência técnico-científica da classe médica para obter resultados que atendam, principalmente, às necessidades dos pacientes”.



CONHEÇA AS PRINCIPAIS ORIENTAÇÕES



· Organização de eventos



O patrocínio pela indústria será possível por contrato escrito com a empresa ou entidade organizadora.



O apoio da indústria não pode estar condicionado à interferência na programação, objetivos, local ou seleção de palestrantes.



· Participação de médicos



A presença de médicos em eventos a convite da indústria deve ter como objetivo a disseminação do conhecimento técnico-científico e não pode ser condicionada a qualquer forma de compensação por parte do profissional à empresa patrocinadora.



As indústrias farmacêuticas utilizarão critérios objetivos e plurais para identificar os médicos que serão convidados a participar de eventos, não podendo usar como base critérios comerciais.



· Sobre despesas e reembolsos



As indústrias farmacêuticas que convidarem médicos para eventos somente poderão pagar as despesas relacionadas a transporte, refeições, hospedagem e taxas de inscrição cobradas pela entidade organizadora.



O pagamento de despesas com transporte, refeições e hospedagem será exclusivamente do profissional convidado e limitado ao evento.



Fica proibido o pagamento ou o reembolso de despesas de familiares, acompanhantes ou convidados do profissional médico.



Os médicos convidados não podem receber qualquer espécie de remuneração (direta ou indireta) pelo acompanhamento do evento, exceto se houver serviços prestados fixados em contrato.



As indústrias farmacêuticas não poderão pagar ou reembolsar qualquer despesa relacionada a atividades de lazer, independente de estarem ou não associadas à organização do evento científico.



· Brindes e presentes



Os brindes oferecidos pelas indústrias farmacêuticas aos profissionais médicos deverão estar de acordo com os padrões definidos pela legislação sanitária em vigor.



Esses materiais devem estar relacionados à prática médica, tais como: publicações, exemplares avulsos de revistas científicas (excluídas as assinaturas periódicas), modelos anatômicos etc.



Os objetos devem expressar valor simbólico, de modo que o valor individual não ultrapasse 1/3 (um terço) do salário mínimo nacional vigente.



Produtos de uso corrente (canetas, porta-lápis, blocos de anotações etc.) não são considerados objetos relacionados à prática médica e, portanto, não poderão ser distribuídos como brindes.



· Regras para visitação



O relacionamento com profissionais da saúde deve ser baseado na troca de informações que auxiliem o desenvolvimento permanente da assistência médica e farmacêutica.



O objetivo das visitas é contribuir para que pacientes tenham acesso a terapias eficientes e seguras, informando os médicos sobre suas vantagens e riscos.



As atividades dos representantes das indústrias farmacêuticas devem ser pautadas pelos mais elevados padrões éticos e profissionais.



Não pode haver ações promocionais de medicamentos dirigidas a estudantes de medicina ainda não habilitados à prescrição, observadas as normas do estatuto profissional em vigor.



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Mais informações:

Conselho Federal de Medicina

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I ENCM 2012: Brasília sediará debates, em março





A capital federal recebe nos dias 7, 8 e 9 de março o I Encontro Nacional dos Conselhos de Medicina de 2012 (I ENCM 2012). No período, estarão reunidos dirigentes dos 27 Conselhos Regionais e do Conselho Federal de Medicina (CFM) para analisar temas que configuram desafios para o exercício profissional e a oferta de assistência de qualidade à população nos setores público e privado.

O intercâmbio previsto permitirá, entre outros aspectos, traçar amplo quadro da assistência em saúde, elaborar diretivas conjuntas das entidades e definir estratégias que beneficiarão, sobretudo, a sociedade.

O presidente do CFM, Roberto Luiz d’Avila, aguarda com expectativa a realização do I Encontro. Para ele, será uma oportunidade de “estimular e fomentar a discussão dos grandes problemas que a categoria está vivendo atualmente”.

Programação - A abertura ocorrerá no dia 7 de março, no Hotel San Marco, às 9h. Da programação constam três grandes conferências. O primeiro dia do evento será marcado por discussões bioéticas: autonomia do paciente, terminalidade da vida e testamento vital. A mesa terá como convidados os professores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (de Portugal) Rui Nunes e Guilhermina Rego.

“Os passos que a sociedade dá carecem do consentimento informado das pessoas. Temos que perceber que isso faz parte de uma evolução normal da sociedade. Estudiosos já falam que, no futuro, seremos uma sociedade do conhecimento, onde todos os níveis de cidadãos serão chamados para prestar consentimentos”, apontou Nunes em entrevista ao Jornal Medicina, em 2008.

Outros temas farão parte dos debates do I Encontro Nacional: modelos de saúde mundial; urgência e emergência do Brasil; procedimentos em cirurgia estética; e economia e saúde no Brasil. Nesta mesa, está prevista a participação do presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann. Confira abaixo a programação:



I ENCONTRO NACIONAL DOS CONSELHOS DE MEDICINA DO ANO DE 2012

DATA: 07, 08 e 09.03.2012

LOCAL: Hotel San Marco - Brasília-DF



PROGRAMAÇÃO PRELIMINAR



07.03.2012 - (QUARTA-FEIRA)

9h – Solenidade de Abertura

Roberto Luiz d’Avila – Presidente do CFM



9h15 às 10h15h - Conferencista – Arnóbio Moreira Félix

TEMA: Médico Mágico

10h15 às 11h Apresentação da Caravana da Saúde

Expositor: Ricardo Albuquerque de Paiva

11h às 12h30 TEMA: Diretivas Antecipadas de vontade

Coordenador: Carlos Vital Tavares Corrêa Lima

Secretário: Henrique Batista e Silva

Expositores: Rui Nunes – Visão no mundo 30’

Lívia Zago – Aspectos Jurídicos – 15’

José Dimas Maciel Monteiro – Aspectos filosóficos – 15’

Élcio Luiz Bonamigo – Estamos preparados? Proposta de Resolução – 15’

12h30 às 13h Intervalo

13h às 15h CONTINUAÇÃO DA DISCUSSÃO DO TEMA DA MANHÃ

08.03.2012 - (QUINTA-FEIRA)

9h às 10h - Conferencista – Lígia Bahia

TEMA: Saúde: Uma visão mundial

10h às 12h30 MESA-REDONDA SOBRE PROCEDIMENTOS EM ESTÉTICA

Coordenador: Jecé Freitas Brandão

Secretário: Gerson Zafalon Martins

Expositores: Bogdana Victória Kadunc - Presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia – 20’

Aloízio Faria de Souza - Presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Estética – 20’

José Horácio Aboudib - Presidente da Soc. Bras. Cirurgia Plástica – 20’

11h às 12h30 Debates

12h30 às 13h Intervalo

13h às 15h Apresentação da proposta de “ficha limpa” para os candidados às eleições dos Conselhos de Medicina

Coordenador: José Hiran da Silva Gallo

Expositores:

Eduardo Siade

Diaulas Costa Ribeiro

Miguel Kfouri

20h Atividade Institucional



09.03.2012 (SEXTA-FEIRA)

9h às 10h - Conferencista – Márcio Pochmann – Presidente do IPEA

TEMA: Economia e Saúde no Brasil

10h às 10h30 - Aprovação das Contas do CFM – 2011

Coordenador: José Hiran da Silva Gallo

Secretário: Frederico Henrique de Melo

10h30 às 12h30 - O Atendimento do Paciente Grave na Rede de Urgência e Emergência

Coordenador: Mauro Luiz de Britto Ribeiro – Coord. da Câmara Técnica de Urgência e Emergência do CFM

Secretário: Luiz Henrique Mascarenhas Moreira – Presidente do CRM-MS



I – ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR

· UPA’s: As contradições entre o idealizado e a realidade

. Expositor: Renato Françoso – Coordenador da Câmara Técnica de Urgência e Emergência do Cremesp (15 min)

· É Ético a permanência de pacientes graves nas UPA’s ? De quem é a responsabilidade ?

. Expositor: Carlos Vital – 1º Vice-Presidente do Conselho Federal de Medicina (15 min)

. SAMU: A importância do atendimento ao paciente e da regulação

Expositor: Paulo de Tarso Monteiro Abrahão – Coordenador-Geral de Urgência e Emergência do Ministério da Saúde

· Debatedores: José Eduardo Fogolin – Ministério da Saúde (10 min)

João Batista Gomes Sores – Presidente do CRM/MG (10 min)

· Debates

12h30 às 13h – Intervalo



13h às 15h - II – ATENDIMENTO HOSPITALAR

· É possível otimizar o atendimento de pacientes graves que necessitam de CTI, nas salas de emergência dos Prontos-Socorros ?

Expositor: Ederlon Rezende – Presidente da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (15 min)

Expositor: Representante da Unifesp (15 min)

· Debatedores: . Aloisio Tibiriça Miranda – 2º Vice-Presidente do Conselho Federal de Medicina (10 min)

Jeferson Piva – Chefe do Pronto-Socorro do Hospital das Clínicas de Porto Alegre (10 min)

· Debates





I Encontro Nacional dos Conselhos de Medicina do ano de 2012

DATA: 7 a 9 de março de 2012

LOCAL: Brasília - DF

HORÁRIO: Das 8h30 às 18h

INFORMAÇÕES: (61) 3445-5902 / 5900

CONTATO: eventos@portalmedico.org.br

REALIZAÇÃO: Conselho Federal de Medicina (CFM)

INSCRIÇÕES: Somente para conselheiros federais e regionais: presidencia@portalmedico.org.br



12 de fevereiro de 2012

CCJ do Senado aprova projeto que regulamenta profissão de médico

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal aprovou em (8/2) projeto de lei que regulamenta a profissão de médico no país. A matéria agora vai à apreciação nas comissões de Educação (CE) e de Assuntos Sociais (CAS). Quando aprovado, o projeto de lei também será apreciado em plenário e, depois, seguirá para sanção presidencial.

O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Roberto d’Avila, comemorou a aprovação: “não foram os médicos que ganharam com esta decisão, quem ganhou foi a sociedade brasileira ao garantir uma equipe de saúde completa com médico e outros profissionais”. A reunião mobilizou dezenas de integrantes de entidades representativas e estudantes de medicina, que lotaram a sala da Comissão.

Para o 3º vice-presidente do CFM, Emmanuel Fortes, ao garantir ao médico a responsabilidade de diagnosticar doenças, o Senado sai em defesa da sociedade. “Não podemos deixar que a saúde esteja vulnerável conferindo poderes a quem não tem para diagnosticar doenças”.

O projeto tramita há dez anos no Congresso: foi aprovado no Senado em 2006 e enviado à Câmara, onde foi modificado pelos deputados. Com as mudanças, voltou em 2009 para análise dos senadores.

Competências - Conforme o projeto 268/2002, ficam resguardadas as competências legais da profissão de assistente social, biólogo, biomédico, enfermeiro, farmacêutico, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, nutricionista, profissional de educação física, psicólogo, terapeuta ocupacional e técnico e tecnólogo de radiologia.

O relator Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) destacou que o texto apresentado na CCJ foi consenso entre praticamente todas as categorias. “É uma preocupação que nós procuramos manter, as suas atividades serão mantidas, o médico não irá invadir. Aqui não se trata de tirar competências de qualquer profissão”, afirmou o relator.

Já a senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO), que também atuou na elaboração do acordo, destacou que, apesar de não ser o texto ideal, “o relatório é o possível”. “As quatorze áreas da saúde foram ouvidas ao longo de 10 anos. É um projeto responsável e que leva em conta, principalmente, o bem estar do paciente”. Após a votação, a senadora Lúcia Vânia fez questão de anexar à CCJ todos relatórios de reuniões que coordenou com demais entidades da área da saúde.


A mesma opinião foi defendida pelo presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Roberto d’Avila: “O projeto estimula a mútua colaboração entre todos os profissionais da saúde - dentro de suas respectivas competências - com o objetivo único de garantir o bem estar individual e coletivo dos cidadãos”


Depoimentos - Segundo o senador Jorge Viana (PT-AC), “o Congresso tem que fazer muito aos médicos, pois estes se dedicam a vida inteira para salvar outras vidas”. O senador cearense Inácio Arruda (PCdoB) também manifestou apoio: “regulamentar a Medicina é garantir que a responsabilidade do ato não fique em aberto”.


Durante a votação, o piauense Wellington Dias (PT) destacou a “forma madura que o projeto chegou a um consenso”. Segundo Paulo Davim (PV-RN), para o médico acompanhar um paciente é necessário segurança de sua profissão. “Saber de suas prerrogativas e limites só trazem benefícios a todos”.


Posições contrárias - Apenas os senadores Demóstenes Torres (DEM-GO) e Aloysio Nunes (SPDB-SP) votaram contra o projeto. Demóstenes Torres afirmou ser contrário a projetos de lei que regulamentem quaisquer profissões.

O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) disse que o Ato Médico não resolverá a crise pela qual passa a profissão. Segundo ele, o problema do exercício da medicina está na “degradação profissional”, além da proliferação de faculdades que, muitas vezes, formam médicos desqualificados.

Mesmo votando a favor, a senadora Marta Suplicy (PT-SP) manifestou restrições ao texto que, para ela, inviabilizará avanços tecnológicos alcançados por pesquisas.


Fonte Agência Senado / CFM


10 de fevereiro de 2012

EU ME CONDECORO!!! (INCRIVEL)






Pra vcs não ficarem dizendo que petista so serve pra roubar e fazer parte do mensalão, ai vai uma ação diferenciada.

Da série "morro e não vejo tudo!" Impressionante a "humildade" de certas pessoas.... Repasso como recebi:

Eu me condecoro!!! (incrível!)

Decreto nº 48.590 de 18 de novembro de 2011.

"Dá para acreditar que o governador decreta uma condecoração para si próprio?







O pior é que o decreto está aí mesmo para ver!

O Tarso Genro se condecorando por decreto que ele mesmo assina.

E eu vivo aqui nesse país, gente!

Enviado por e mail/Ricardo Baptista

DUAS FRASES




"Antigamente as mulheres cozinhavam igual à mãe...
Hoje, estão bebendo igual ao pai!"

FRASE DA DÉCADA

(IRRETOCÁVEL)

"Antigamente os cartazes nas ruas, com rostos de criminosos, ofereciam recompensas; hoje em dia, pedem votos".









Enviado por Email

7 de fevereiro de 2012

PROJETO DE LEI DO SENADO NUMERO 152 DE 2011

cópia do parecer pela rejeição, apresentado pelo Senador Paulo Paim (PT-RS), ao PLS 152/2011 de autoria do Senador João Durval (PDT-BA), que "Autoriza os conselhos profissionais a realizar exame de proficiência como condição para a concessão de registro".
A proposição em tela tramita na Comissão de Assuntos Sociais (CAS).


PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 152, DE 2011

Autoriza os conselhos profissionais a realizar exame de proficiência como condição para a concessão de registro.

O CONGRESSO NACIONAL decreta:
Art. 1º Ficam os conselhos de fiscalização do exercício de profissões regulamentadas autorizados a instituir exame de proficiência para a aferição de conhecimentos técnicos mínimos como requisito para a concessão de registro profissional.
Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

JUSTIFICAÇÃO

A Constituição Federal estabelece que é livre o exercício de qualquer ofício ou profissão:
Art. 5º .......................................................................................
...................................................................................................
XIII – é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer;
...................................................................................................
O poder do Estado de interferir em determinada atividade, para limitar seu livre exercício, só se justifica se o interesse público assim o exigir.
Certamente que a exigência do interesse público não é pela criação de reserva de mercado para uma determinada categoria profissional, mas, sim, pela imposição de deveres em favor dos consumidores de serviços, que, se prestados por pessoas sem o devido conhecimento técnico e científico especializado, poderiam acarretar sério dano social, com riscos à segurança, à integridade física, à saúde, à educação, ao patrimônio e ao bem-estar das pessoas.
Nesse contexto, pretende-se autorizar aos conselhos responsáveis pela fiscalização do exercício profissional promover exame de proficiência como requisito obrigatório para a concessão do respectivo registro. Esse exame deverá comprovar se o profissional está realmente capacitado para exercer a profissão.
O tema foi objeto, em 2006, do I Encontro Nacional de Conselhos Profissionais. Na ocasião, representantes de vários conselhos reivindicaram autorização legislativa para a realização de exames de proficiência a cargo das entidades fiscalizadoras.
O assunto foi também amplamente debatido no âmbito da Comissão de Assuntos Sociais do Senado Federal, que realizou audiência pública em razão da existência de proposições em tramitação que tratam sobre a obrigatoriedade de realização de exames de proficiência para algumas profissões, em especial, o Projeto de Lei da Câmara nº 39, de 2005, dispondo sobre esse exame para a categoria dos contadores e dos técnicos em contabilidade.
Alguns conselhos já tentaram realizar o exame de proficiência mediante edição de resoluções, como é o caso do Conselho de Contabilidade, Conselho de Medicina Veterinária e o Conselho de Corretores de Imóveis.
Essas resoluções, todavia, têm sido questionadas na Justiça e a jurisprudência que vem se firmando é no sentido de reconhecer a ilegalidade de tais atos, sob o argumento de que a obrigatoriedade de submissão ao exame de proficiência deve estar, necessariamente, condicionada à previsão legal.
Por essas razões, este projeto visa a autorizar os conselhos de fiscalização do exercício de profissões a realizar exame de proficiência como condição para a concessão de registro. Permite-se-lhes, assim, de acordo com a avaliação de cada um deles, adotar ou não a aplicação do exame de proficiência.
Pela importância que a medida apresenta, esperamos contar com o apoio do ilustres pares desta Casa para o seu aperfeiçoamento e aprovação.
Sala das Sessões,


Senador JOÃO DURVAL

O GÊNIO






O GÊNIO

Um homem caminhava pela praia e tropeçou numa velha lâmpada.

Esfregou-a, um gênio saltou lá de dentro e disse:

- Ok você libertou-me da lâmpada, bla, bla, bla; esqueça
aquela história dos três desejos, você tem direito a um desejo apenas.
Diga o que quer.

O homem pensou por um instante e respondeu:

- Eu sempre quis ir ao Arquipélago de Fernando de Noronha,
mas tenho medo de voar. De navio costumo ficar enjoado. Você poderia
construir uma ponte ate Fernando de Noronha para que eu pudesse ir de
carro?

O Gênio riu:

- Impossível; pense na logística do assunto. São ilhas
oceânicas afastadas da costa como é que as colunas de sustentação
poderiam chegar ao fundo do atlântico?! Pense em quanto concreto
armado, quanto aço, mão-de-obra... Não, De maneira alguma! A ponte não
pode ser! Pense em uma coisa mais razoável.

O homem compreendeu e tentou pensar num desejo realmente bom.

Finalmente disse:

- Sabe, eu fui casado quatro vezes e quatro vezes me
separei. Minhas esposas sempre disseram que eu não me importava com
elas e que sou um insensível. Então meu desejo é poder compreender
as mulheres:

Saber como elas se sentem por dentro...
O que elas estão pensando quando não falam com a gente...
Saber porque é que estão chorando...
Saber o que elas realmente querem quando não dizem nada...
Saber como fazê-las realmente Felizes!

O Gênio respondeu:

* - Vai querer a porra da ponte com duas ou com quatro
pistas?*

Enviado por e mail/Ricardo Baptista